Ela tem 3 meses.
Eu tenho um livro.
Estenose aórtica. Fila de 14 meses. Prognóstico de 3. Eu fiz a única coisa que sei fazer: escrevi.
Conheci a Helena em 1972.
Ela tinha 18 anos e um sorriso que eu nunca mais consegui esquecer. Casamos no ano seguinte. 52 anos juntos. Só nós dois.
A gente queria filhos. Em 78, ela perdeu nosso bebê com 7 meses de gravidez. As complicações tiraram a chance de tentar de novo.
Prometi que ia cuidar dela pra sempre. Que ela nunca ia estar sozinha.
Por 52 anos, eu cumpri.
Até 3 meses atrás.
O coração dela começou a falhar. Estenose aórtica. A válvula está fechando.
Precisa de cirurgia. Urgente.
O SUS faz. Mas a fila é de 14 meses.
O cardiologista olhou no meu olho e disse: "Seu Bento, o coração dela não aguenta 3 meses."
Eu tenho uma fila de 14 meses. E uma esposa que tem 3.
"Eu não sei pedir. Nunca soube. Mas eu sei escrever."
— Bento, 74 anos
Passei 47 noites no hospital.
Do lado da cama dela, escrevendo a nossa história.
Cada carta que eu nunca mandei. Cada momento que eu nunca esqueci.
52 anos em 200 páginas.
O livro se chama "Enquanto Houver Você". Porque é isso que ela é pra mim. Tudo.
A cirurgia custa R$ 87 mil.
Eu não tenho. Mas eu tenho esse livro.
Não tô pedindo esmola. Tô oferecendo a coisa mais valiosa que eu tenho:
A história do amor da minha vida.
Cada livro vendido é um passo mais perto de manter a promessa que eu fiz pra ela em 1973.
Quanto vale essa história pra você?
Você escolhe o preço do livro. 100% vai para a cirurgia da Helena.
Se você já amou alguém de verdade, você sabe o que eu tô sentindo.
Eu não sei viver sem ela. Com 74 anos, eu não quero aprender.
Compra o livro. Lê a nossa história. E me ajuda a escrever mais alguns capítulos com ela.